Mércia Psicóloga

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O Amor Incondicional

Educação Parental Positiva

Irei hoje iniciar este texto para os pais da seguinte forma:  dizendo que não queremos crianças obedientes, queremos crianças cooperativas. E o que isto quer dizer! Significa que estamos falando de permissividade? Absolutamente não.  Significa sim, que estamos falando de uma forma de educar as crianças  consciêntes da importância da colaboração delas, ou seja podemos obter a cooperação delas e ajuda-las a desenvolverem comportamentos mais aceitáveis evitando comportamentos inaceitáveis. Porém este não é o único objetivo de uma educação,  na verdade o objetivo de uma Educação e Parentalidade Positiva, é  obter resultados  a longo prazo. E estes objetivos a longo prazo, incluem o desenvolvimento das habilidades socioemocionais para que consigam lidar com situações desafiadoras ao longo da vida. A criança e o adolescente ainda está com o cérebro em desenvolvimento e neste caso, o adulto que faz o papel digamos, do cérebro desenvolvido. Neste caso, como o adulto, seja ele pais ou cuidador, poderá ajudar o  filho na sua autorregulação se nem ele próprio consegue fazer isso? Os pais precisam entender que seus filhos não desregulam emocionalmente apenas para atingirem os seus pais ou cuidadores intencionalmente.  Eles desregulam porque não têm o seu cérebro ainda desenvolvido e os pais precisam ajuda-los nisso. Os pais precisam ajudar seus filhos a desenvolver habilidades internas e autocontrole , para que possam usá-las adequadamente mesmo quando não estiverem com um adulto por perto. Os estudos atuais nos mostram como funciona o cérebro da criança e do adolescente e isso nos ajuda a compreender melhor e também a educar melhor nossas crianças através do respeito e da cooperação. O cérebro da criança vai tomando forma, de acordo com as experiências que vivencia, desta forma uma educação eficaz implica não apenas em reprimir ou castigar comportamentos inadequados e equivocados das crianças,  mas principalmente promover bons comportamentos através da estimação das habilidades emocionais das crianças e adolescentes e isso requer muito estudo e  autoconhecimento  por parte dos pais e cuidadores. Desta forma estaremos contribuindo com um futuro de pessoas mais empáticas    seres humanos melhores e menos violentos . Sugiro como forma de ilustrar mais este texto, um exemplo prático em que os pais poderão utilizar em casa com os filhos. A prática dos combinados parece ser uma ótima alternativa com os pequenos.  A mãe pode combinar com o filho antes de sair de casa que irá no supermercado mas não irá comprar brinquedos porque não é momento para isso.E se ele insistir, o combinado também é que voltarão para casa imediatamente. Ela poderá explicar ao filho, que irá apenas fazer algumas compras de alimentos para a casa. E caso o filho faça birra no momento da compra, ela poderá lembrar-lhe do combinado e ser firme em cumprir e voltar para casa. Neste exemplo,  a mãe não estará sendo autoritária porém estará sendo firme e gentil. Com calma irá lembrar do combinado feito antes com a criança e irá cumprir. Neste caso, podemos destacar a importância do combinado antes onde a criança foi incluída antecipadamente na decisão.  Ela não foi digamos humilhada, arrastada pela mão de um adulto com raiva e violento que a levou para casa para castiga-la. Ela foi conduzida pela mãe para casa, para que possa se autorregular, consciente do ocorrido. E neste caso, se a criança for muito pequena,  ao chegar em casa a mãe poderá conectar-se com seu filho e redirecionar . Conectar no sentido de garantir ao filho o seu amor e compreensão por ele naquele momento,  porém mantendo o equilíbrio entre a gentileza e a firmeza.  Dá trabalho? É óbvio que sim! Mas quando um adulto decide por educar uma criança,  decide também dedicar a ela um amor incondicional.