Mércia Psicóloga

Website de divulgação e interação

A Primeira Linguagem Do Amor

O toque físico

Quando o bebê nasce, é comum que os pais e cuidadores segurem no colo, abraçem e usem muito do toque físico para cuidar da criança.  Considera-se então o toque físico a primeira linguagem do amor e em algumas crianças esta é sua principal forma de expressar e sentir-se amada no mundo. É muito importante que os pais possam conhecer qual a linguagem de amor de seus filhos,  pois é através dela que eles irão conseguir se conectar com eles. Os pais também têm cada um, a sua própria língua do amor que é de igual importância conhecerem qual é, para que possam melhor se conectarem e se relacionarem entre si. A formação da família e a  educação dos filhos é um momento lindo e precioso onde pais e filhos estão se conhecendo,  se descobrindo e aprendendo a se amar. E nestes momentos existem diversos desafios. Acontece também o desenvolvimento profissional dos pais, os inúmeros desafios na educação dos filhos, os compromissos pessoais, sociais e familiares dos pais e das crianças.  Enfim, muitos motivos para que aos poucos, pais e filhos se distanciem silenciosamente sem que nem percebam. O cansaço diário que se transforma em irritação, a responsabilidade e preocupação dos pais em quererem acertar, que se transforma em "aborrecimento" aos olhos dos filhos. O corre corre diário de cada dia, são as situações perigosas que afastam pais e filhos. E quando menos se espera , já existem alguns sentimentos que foram surgindo entre eles . Sentimentos de incompreensão,  de falta de tolerância e desta forma a linguagem do amor vai deixando de existir. Em poucos anos, os filhos se tornam adolescentes,  adultos, e cada um vai para sua própria vida, muitas vezes carregando no peito, sentimentos e ressentimentos que foram calados e abafados dentro do coração durante anos.  E ficando pais sofridos e entristecidos que fazem parte da estatística de idosos solitários, rejeitados por filhos adultos.  Então,  o que de uma família amorosa e cheia de esperanças, em.pouco anos pode se transforma em pessoas distantes com dores silenciadas. Podemos considerar a família como um momento de troca e interação que pode durar apenas poucos anos, ou uma vida inteira. Esta troca pode ser de amor e compreensão,  mas também pode ser ressentimentos,  conflitos e dores. É momento de aprendizagem. De aprender como se ama de verdade, como se supera conflitos e dificuldades,  de como se supera as dores. Mas também pode ser um momento de como se descobre a solidão e o distanciamento. De como se descobre a falta de conexão e de diálogo.  O simples exercício diário do uso das várias formas da linguagem do amor, tendo como o toque  fisico uma destas linguagens,  presentes no dia a dia da vida da familia, poderia transformar muitos silêncios em conexão,  muita solidão em amparo, muitos medos em acolhimento.  A Educação Positiva e Encorajadora não pode nunca ser considerada um modismo, uma bobagem passageira,  porque ela transforma vidas e famílias.  Salva do distanciamento e também de futuros problemas que tantas famílias sofrem e sem saberem o que aconteceu com eles ao longo dos anos. Amaram? Sim, mas não expressaram. Compreenderam? Sim, mas no silêncio.  Então hoje venho reforçar aqui a todos pais, a importância da expressão desta linguagem do amor que é o toque físico,  pois esta,  é a primeira barreira para se quebrar e que faz as pessoas de uma família se aproximar e se conectar. Por isso abrace mais todos os dias. 

Educação Dos Filhos

Reflexões sobre a nossa Educação

Em tempos atuais em que estamos repletos de informações e ao mesmo tempo com muitas dúvidas e inseguranças em relação a educação das crianças e adolescentes,  é sempre bom refletirmos mais sobre nossas atitudes e comportamentos em todos os lugares e principalmente em casa. Porque é em casa que damos o exemplo e deixamos o nosso legado, porque com certeza as crianças e os jovens irão reproduzir nossas ações pelo mundo a fora. Outro dia, assisti uma cena que podemos chamar de curiosa, onde uma adolescentes faz um "cochicho" para a mãe em uma fila de supermercado e as duas passam a "rir" de uma terceira pessoa, que neste caso, era um senhor idoso que estava na fila e sozinho. Por coincidência ou não,  eu estava a observar a situação e pensei em como será que aquela mãe com sua filha adolescente, lidam a questão do Bullying.  Pois, sabemos que o Bullying é uma violência e sendo assim, deverá ser combatida. E aí eu pergunto, como.os adultos estão educando realmente os mais jovens? Eu gostaria de chamar atenção aqui, a excelente proposta da Educação Parental Encorajadora Positiva inclusive, que tem como objetivo maior a conexão entre pais e filhos, através do respeito e da validação das emoções.  Mas, o que temos visto, é talvez uma interpretação errônea e completamente distorcida,  onde os pais passam a serem liderados totalmente pelos filhos,  onde estes por sua, parecem conduzir os adultos, por caminhos que nem eles mesmos conhecem. Gostaria de aproveitar o tema aqui hoje descrito e perguntar a você que é mãe ou pai, o que faria nessa situação.  Lembrando que cada momento desafiador é uma oportunidade para educar os filhos.  Conexão e validação das emoções, significa você olhar para o filho e dizer muitas vezes: "eu entendo perfeitamente seu ponto de vista,  mas você não acha que poderíamos pensar de outra forma não?" Neste caso aqui, nos referindo ao exemplo citado acima, o adulto da história,  tinha ali na sua frente, uma grande oportunidade de trabalhar no seu adolescente, habilidades como respeito e empatia, sem.precisar humilhar ou brigar com ela, mas apenas se conectar com ela e juntas descobrirem novas formas inclusive mais respeitosa de se viver. Talvez aquele idoso do exemplo aqui, não soube se expressar bem, ou não se vestia bem, enfim mil julgamentos de uma jovem que compartilha com a mãe sua falta de maturidade emocional e esta por sua vez, não soube aproveitar o momento para educar aquela adolescente da referida situação aqui. Gostaria de deixar uma reflexão para todos vocês hoje, sobre a forma como estamos lidando uns com os outros. Porque cochichos, "brincadeiras" de mal gosto, risadas fora de hora, nada disso é aceitável quando gera desconforto e sofrimento em outras pessoas. Mães e pais verdadeiramente interessados em educar bem os filhos, são aqueles que dão exemplos em casa principalmente e na convivência social, através do respeito , cooperação e empatia. Vamos falar sobre Bullying com.os filhos em casa, e sobre outros temas também principalmente através do exemplo como mães e pais.  Um forte abraço a todos vocês. 

O Conflito : "A Mulher E A Mãe "

As lutas diárias da maternidade e paternidade.

Vivemos em um tempo de contradições.  Principalmente para as mulheres.  O livro "O conflito A mulher e a mãe " de Elisabeth Badinter, a autora se refere a  contradições em que as mulheres de nosso tempo se encontram. A primeira,  seria a social. Enquanto que a maternidade é considerada a mais importante realização da mulher, ao mesmo tempo, ela é desvalorizada exatamente por este motivo. E quando se fala em mãe em tempo integral, ela passa a ser considerada, digamos uma pessoa " desinteressante" conforme a autora. Esta contradição gera muito sofrimento emocional para a mulher que é mãe e que precisa conciliar seus diversos papéis sociais e ainda ser bem sucedida em todos eles inclusive na questão financeira também.  Ninguém fala para esta mulher mãe, que a maternidade não é de fato algo tão perfeito e romântico assim. Ninguém diz para ela que por diversas vezes, terá que optar continuar trabalhando ou deixar o trabalho para cuidar dos filhos porque o salário enquanto trabalhava não cobria as despesas da educação deles. Ninguém falou para esta mulher que ela teria de abdicar da juventude dela para entregar seu melhores anos para vida dos filhos. Ninguém falou também para ela, que os anos passariam muito rápido e que a idade dela iria chegar, exatamente quando os filhos estivessem prontos para viver a própria vida deles. Desta forma, a primeira contradição,  vem para provocar em nós uma grande e forte reflexão: a mulher tem plena consciência de tudo isso?" 

Ainda de acordo com a autora do referido livro, a segunda contradição  diz respeito ao casal. Será que o casal está mesmo preparado para continuar existindo mesmo com a presença de uma criança? O cansaço,  as noites mal dormidas, idas ao pediatra, alimentação,  cuidados específicos,  educação,  afeto, carinho, presença.  Muitas mães se sentem divididas entre as necessidades do filhos e suas próprias necessidades e sonhos de vida. Muitas vezes estes sonhos são guardados e esquecidos e até deixam de existir pelo resto de suas vidas. Existe uma questão de que se exige desta mãe,  sempre mais. Se exige perfeição,  se exige que esta mãe seja professora, psicóloga,  pediatra, cuidadora, fonte de amor, cuidados e atenção. Se exige dela o todo e muito mais. Se faz necessário neste aspecto, que se valide os múltiplos papéis femininos, para que a maternidade seja menos pesada. Que esta mãe possa contar com o companheiro,  familiares, parentes. Que tenha uma rede de apoio para ajuda-la nesta tarefa e que seja reconhecida e respeitada socialmente. E você, como tem visto, olhado e interpretado a vida de uma mulher que é mãe? O que significa maternidade para você? O que significa paternidade para você? Eu costumo dizer sempre que quando  você ver um um pai ou uma mãe na rua, no trabalho ou em algum lugar, você não está vendo apenas uma pessoa. Você está vendo uma família inteira que ele ou ela representa, com suas necessidades,  labutas e batalhas diárias. 

Maio Furta-Cor

A importância da Saúde Mental Materna

Neste de Mês,  dedicamos a conscientização da importância da saúde mental materna, "o Maio Furta-cor", que visa sensibilizar a população para a saúde mental materna.  É sobre esta mãe que precisa atender as demandas dos seus filhos,  e que precisa também estar bem com ela mesma. Precisa de rede de apoio e de pessoas que estejam ao lado dela e por ela. Mães,  não precisam serem.julgadas se são "Mães boas,", ou "Mães más, ". Mães,  precisam de ajuda. E para que esta ajuda chegue, as pessoas precisam oferecer apoio e ter interesse em colaborar. E isso significa,  substituir a crítica por uma simples pergunta:" em que posso ajudar?" Ou "deixe eu ficar com as crianças para você ir dormir um.pouco", " deixe eu lavar a louça ". Mães precisam de livre acesso nas ruas, no Banco, na farmácia,  no ambiente de trabalho e no lazer.  Mães, contribuem com a formação de uma sociedade, quando muitas vezes na sua invisibilidade,  fazem renúncias de seus próprios desejos e necessidades para atender as de seus filhos. Gostaria muito que neste mês de Maio, Maio Furta-Cor, dedicado a conscientização da saúde mental materna,  que fosse plantada e gerada uma semente . A semente do respeito,  da empatia e do olhar para as mulheres e especialmente para as mães. Que a sociedade possa evoluir ao ponto de reconhecer a grandiosidade do papel social feminino e desta função materna. Porque uma vez esta mulher sendo valorizada , ela terá condições de educar os filhos com muito mais amor, seja amparando-os em suas necessidades e protegendo-os.  Enfim, que a maternidade possa ser vista com respeito,  compreendida nas entrelinhas do dia a dia corrido e sobrecarregado desta mulher. 

Os estudos atuais da Neurociencia,  nos apresenta ferramentas fantásticas para uma Educação Parental Encorajadora.  Porém,  todas estas práticas, só serão válidas,  se esta mãe em.primeiro lugar, estiver bem emocionalmente.  E isso significa,  nutrir o amor próprio diariamente,  buscar o autoconhecimento para aprender a lidar com suas emoções e muito.mais. Uma mãe sobrecarregada,  muitas vezes até humilhada socialmente,  dificilmente terá condições emocionais para olhar com paciência para seu filho e se conectar com ele na hora da birra e ajuda-lo a lidar com.a situação.  Uma mae também,  não precisa de cenário perfeito para que tudo possa funcionar bem, mas precisa no mínimo de condições para colocar suas emoções em ordem, respirar fundo e deitar sua cabeça para dormir um.merecido sono. Mas também estas necessidades vão além das biológicas,  passa pelas necessidades do afeto, emocionais,  onde a nutrição do amor é essencial. E para falar em amor genuíno atualmente,  ficou parecendo algo tão sofisticado, que termina com pouco sem  espaço para existir. Mesmo porque toda a subjetividade do amor, existe nas atitudes,  nos comportamentos,  no olhar e nas mãos estendidas que oferecem ajuda. Gostaria de deixar hoje aqui uma mensagem para todos. Sempre que você encontrar uma mãe,  seja ela gestante, puerpera ou grisalha já,  olha para ela com respeito e compaixão,  porque ali é uma vida que se doa para que outras vidas possam existir. E isso é dignidade. E para concluir o texto, se este respeito não existir, as mães continuarão existindo. E que existam, que se cuidem e se amem sempre.

Porque Saúde mental materna importa. 

Em respeito a família, defesa e proteção às crianças e adolescentes. 

 

Os Vínculos Familiares

Figuras Parentais.

É certo que sabemos da complexidade em que se estruturam os vínculos. E ainda mais, quando nos referimos aos vínculos familiares. Sendo assim, não poderíamos deixar de partir dos conceitos básicos da psicanálise introduzidos por Freud, nos quais o inconsciente termina sendo a estrutura dos vículos familiares. Quando Freud fala que o homem não é senhor da sua própria morada, ele se refere as questões do inconsciente, onde a maior parte de nossas ações vêm de conteúdos inconscientes realmente. Desta forma, os cuidados com a saúde mental têm sido bastante reconhecida e valorizada nos últimos tempos e nunca houve tanta necessidade do ser humano se reiventar e também ressignificar sua história de vida. Até pouquissímo tempo atrás e porque não dizer até os dias de hoje, muitas familias ainda repetem padrões comportamentais disfuncionais. São  avós, tios, tias de gerações passadas que não conheciam as ferramentas para educação das crianças e que insistem em repeti-las por falta de conhecimento ou resistência mesmo. São pais, da geração atual que também sem os devidos conhecimentos das informações e teorias de forma profunda, se contentam com conteúdos rasos, deturpando muitas vezes o real sentido da Educação Positiva Encorajadora. De toda forma, de acordo com a psicanálise, o vínculo é uma relação entre duas ou mais pessoas em que ocorre sempre uma experiência emocional. Podemos dizer que o vínculo é uma estrutura dinâmicae em contínuo movimento. Agora, você pode imaginar, uma pessoa com toda sua subjetividade humana, se vincular a uma e mais outras pessoas através do vínculo, principalmente em relação ao quesito família. Nesta hora, precisamos ter consciência de que se vincular a outra pessoa, não é uma questão apenas de gostar, se apaixonar ou amar esta outra pessoa, mas também uma questão de responsabilidade afetiva, autoconhecimento e muito estudo. Desta forma a Educação Positiva Encorajadora, vem alertar aos pais, sobre a necessidade de se aprofundar no conhecimento em relação a isso e principalmente em relação a saúde emocional de cada menbro da família. A validação das emoções e sentimentos de todos da família, não só dos filhos, mas essencialmente dos pais e dos filhos, onde estes últimos, necessitam aprender a desenvolver a empatia, o respeito ou seja as habilidades necessárias para uma convivência saudável seja na família ou no meio social.O pai ou a mãe que ensina o filho a exercitar a autorregulação de suas emoções, etão ajudando os filhos a serem responsáveis por seus comportamentos e atitudes também. Uma coisa é uma mãe abraçar um filho ajudando-o a regular suas emoções quando este tem dois anos de idade e outra coisa é esta mãe abraçar o filho quando apresenta um comportamento equivocado ou agressivo quando tem já dez anos de idade por exemplo. Ambas as situações têm algo em comum que é o comportamento da criança e sua dificuldade em autorregular suas emoções, porém o que difere aí é a idade da criança, a fase de desenvolvimento dela e o nível de desenvolvimento inclusive cerebral. Portanto, os pais precisam ter discernimento de qual fase de desenvolvimento de sua criança ou adolescete, para que possam ajuda-los a desenvolverem as habilidades necessárias para um desenvolvimento saudável e se tornarem adultos mais conscientes e reponsáveis de suas escolhas e atitues. Um forte abraço.