Mércia Psicóloga

Website de divulgação e interação

O Conflito : "A Mulher E A Mãe "

As lutas diárias da maternidade e paternidade.

Vivemos em um tempo de contradições.  Principalmente para as mulheres.  O livro "O conflito A mulher e a mãe " de Elisabeth Badinter, a autora se refere a  contradições em que as mulheres de nosso tempo se encontram. A primeira,  seria a social. Enquanto que a maternidade é considerada a mais importante realização da mulher, ao mesmo tempo, ela é desvalorizada exatamente por este motivo. E quando se fala em mãe em tempo integral, ela passa a ser considerada, digamos uma pessoa " desinteressante" conforme a autora. Esta contradição gera muito sofrimento emocional para a mulher que é mãe e que precisa conciliar seus diversos papéis sociais e ainda ser bem sucedida em todos eles inclusive na questão financeira também.  Ninguém fala para esta mulher mãe, que a maternidade não é de fato algo tão perfeito e romântico assim. Ninguém diz para ela que por diversas vezes, terá que optar continuar trabalhando ou deixar o trabalho para cuidar dos filhos porque o salário enquanto trabalhava não cobria as despesas da educação deles. Ninguém falou para esta mulher que ela teria de abdicar da juventude dela para entregar seu melhores anos para vida dos filhos. Ninguém falou também para ela, que os anos passariam muito rápido e que a idade dela iria chegar, exatamente quando os filhos estivessem prontos para viver a própria vida deles. Desta forma, a primeira contradição,  vem para provocar em nós uma grande e forte reflexão: a mulher tem plena consciência de tudo isso?" 

Ainda de acordo com a autora do referido livro, a segunda contradição  diz respeito ao casal. Será que o casal está mesmo preparado para continuar existindo mesmo com a presença de uma criança? O cansaço,  as noites mal dormidas, idas ao pediatra, alimentação,  cuidados específicos,  educação,  afeto, carinho, presença.  Muitas mães se sentem divididas entre as necessidades do filhos e suas próprias necessidades e sonhos de vida. Muitas vezes estes sonhos são guardados e esquecidos e até deixam de existir pelo resto de suas vidas. Existe uma questão de que se exige desta mãe,  sempre mais. Se exige perfeição,  se exige que esta mãe seja professora, psicóloga,  pediatra, cuidadora, fonte de amor, cuidados e atenção. Se exige dela o todo e muito mais. Se faz necessário neste aspecto, que se valide os múltiplos papéis femininos, para que a maternidade seja menos pesada. Que esta mãe possa contar com o companheiro,  familiares, parentes. Que tenha uma rede de apoio para ajuda-la nesta tarefa e que seja reconhecida e respeitada socialmente. E você, como tem visto, olhado e interpretado a vida de uma mulher que é mãe? O que significa maternidade para você? O que significa paternidade para você? Eu costumo dizer sempre que quando  você ver um um pai ou uma mãe na rua, no trabalho ou em algum lugar, você não está vendo apenas uma pessoa. Você está vendo uma família inteira que ele ou ela representa, com suas necessidades,  labutas e batalhas diárias. 

Maio Furta-Cor

A importância da Saúde Mental Materna

Neste de Mês,  dedicamos a conscientização da importância da saúde mental materna, "o Maio Furta-cor", que visa sensibilizar a população para a saúde mental materna.  É sobre esta mãe que precisa atender as demandas dos seus filhos,  e que precisa também estar bem com ela mesma. Precisa de rede de apoio e de pessoas que estejam ao lado dela e por ela. Mães,  não precisam serem.julgadas se são "Mães boas,", ou "Mães más, ". Mães,  precisam de ajuda. E para que esta ajuda chegue, as pessoas precisam oferecer apoio e ter interesse em colaborar. E isso significa,  substituir a crítica por uma simples pergunta:" em que posso ajudar?" Ou "deixe eu ficar com as crianças para você ir dormir um.pouco", " deixe eu lavar a louça ". Mães precisam de livre acesso nas ruas, no Banco, na farmácia,  no ambiente de trabalho e no lazer.  Mães, contribuem com a formação de uma sociedade, quando muitas vezes na sua invisibilidade,  fazem renúncias de seus próprios desejos e necessidades para atender as de seus filhos. Gostaria muito que neste mês de Maio, Maio Furta-Cor, dedicado a conscientização da saúde mental materna,  que fosse plantada e gerada uma semente . A semente do respeito,  da empatia e do olhar para as mulheres e especialmente para as mães. Que a sociedade possa evoluir ao ponto de reconhecer a grandiosidade do papel social feminino e desta função materna. Porque uma vez esta mulher sendo valorizada , ela terá condições de educar os filhos com muito mais amor, seja amparando-os em suas necessidades e protegendo-os.  Enfim, que a maternidade possa ser vista com respeito,  compreendida nas entrelinhas do dia a dia corrido e sobrecarregado desta mulher. 

Os estudos atuais da Neurociencia,  nos apresenta ferramentas fantásticas para uma Educação Parental Encorajadora.  Porém,  todas estas práticas, só serão válidas,  se esta mãe em.primeiro lugar, estiver bem emocionalmente.  E isso significa,  nutrir o amor próprio diariamente,  buscar o autoconhecimento para aprender a lidar com suas emoções e muito.mais. Uma mãe sobrecarregada,  muitas vezes até humilhada socialmente,  dificilmente terá condições emocionais para olhar com paciência para seu filho e se conectar com ele na hora da birra e ajuda-lo a lidar com.a situação.  Uma mae também,  não precisa de cenário perfeito para que tudo possa funcionar bem, mas precisa no mínimo de condições para colocar suas emoções em ordem, respirar fundo e deitar sua cabeça para dormir um.merecido sono. Mas também estas necessidades vão além das biológicas,  passa pelas necessidades do afeto, emocionais,  onde a nutrição do amor é essencial. E para falar em amor genuíno atualmente,  ficou parecendo algo tão sofisticado, que termina com pouco sem  espaço para existir. Mesmo porque toda a subjetividade do amor, existe nas atitudes,  nos comportamentos,  no olhar e nas mãos estendidas que oferecem ajuda. Gostaria de deixar hoje aqui uma mensagem para todos. Sempre que você encontrar uma mãe,  seja ela gestante, puerpera ou grisalha já,  olha para ela com respeito e compaixão,  porque ali é uma vida que se doa para que outras vidas possam existir. E isso é dignidade. E para concluir o texto, se este respeito não existir, as mães continuarão existindo. E que existam, que se cuidem e se amem sempre.

Porque Saúde mental materna importa. 

Em respeito a família, defesa e proteção às crianças e adolescentes. 

 

Os Vínculos Familiares

Figuras Parentais.

É certo que sabemos da complexidade em que se estruturam os vínculos. E ainda mais, quando nos referimos aos vínculos familiares. Sendo assim, não poderíamos deixar de partir dos conceitos básicos da psicanálise introduzidos por Freud, nos quais o inconsciente termina sendo a estrutura dos vículos familiares. Quando Freud fala que o homem não é senhor da sua própria morada, ele se refere as questões do inconsciente, onde a maior parte de nossas ações vêm de conteúdos inconscientes realmente. Desta forma, os cuidados com a saúde mental têm sido bastante reconhecida e valorizada nos últimos tempos e nunca houve tanta necessidade do ser humano se reiventar e também ressignificar sua história de vida. Até pouquissímo tempo atrás e porque não dizer até os dias de hoje, muitas familias ainda repetem padrões comportamentais disfuncionais. São  avós, tios, tias de gerações passadas que não conheciam as ferramentas para educação das crianças e que insistem em repeti-las por falta de conhecimento ou resistência mesmo. São pais, da geração atual que também sem os devidos conhecimentos das informações e teorias de forma profunda, se contentam com conteúdos rasos, deturpando muitas vezes o real sentido da Educação Positiva Encorajadora. De toda forma, de acordo com a psicanálise, o vínculo é uma relação entre duas ou mais pessoas em que ocorre sempre uma experiência emocional. Podemos dizer que o vínculo é uma estrutura dinâmicae em contínuo movimento. Agora, você pode imaginar, uma pessoa com toda sua subjetividade humana, se vincular a uma e mais outras pessoas através do vínculo, principalmente em relação ao quesito família. Nesta hora, precisamos ter consciência de que se vincular a outra pessoa, não é uma questão apenas de gostar, se apaixonar ou amar esta outra pessoa, mas também uma questão de responsabilidade afetiva, autoconhecimento e muito estudo. Desta forma a Educação Positiva Encorajadora, vem alertar aos pais, sobre a necessidade de se aprofundar no conhecimento em relação a isso e principalmente em relação a saúde emocional de cada menbro da família. A validação das emoções e sentimentos de todos da família, não só dos filhos, mas essencialmente dos pais e dos filhos, onde estes últimos, necessitam aprender a desenvolver a empatia, o respeito ou seja as habilidades necessárias para uma convivência saudável seja na família ou no meio social.O pai ou a mãe que ensina o filho a exercitar a autorregulação de suas emoções, etão ajudando os filhos a serem responsáveis por seus comportamentos e atitudes também. Uma coisa é uma mãe abraçar um filho ajudando-o a regular suas emoções quando este tem dois anos de idade e outra coisa é esta mãe abraçar o filho quando apresenta um comportamento equivocado ou agressivo quando tem já dez anos de idade por exemplo. Ambas as situações têm algo em comum que é o comportamento da criança e sua dificuldade em autorregular suas emoções, porém o que difere aí é a idade da criança, a fase de desenvolvimento dela e o nível de desenvolvimento inclusive cerebral. Portanto, os pais precisam ter discernimento de qual fase de desenvolvimento de sua criança ou adolescete, para que possam ajuda-los a desenvolverem as habilidades necessárias para um desenvolvimento saudável e se tornarem adultos mais conscientes e reponsáveis de suas escolhas e atitues. Um forte abraço.

Família E Escola

Uma relação que precisa ser construída

Em início de ano letivo, é comum as escolas irem em busca de novas inspirações e produzirem outros projetos que atendam as necessidades dos alunos. Pensando nisso, e com base em experiências de longos anos como psicóloga educacional, onde trabalhei até a aposentadoria no município de Campina Grande, observei a urgência de um trabalho voltado para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais,  onde valores como respeito e empatia possam ser aprofundados através de práticas e exercícios diários.  É comum encontrarmos estudos voltados para estas questões,  porém a prática se torna muito mais difícil,  diante inúmeros desafios diários vivenciados por toda uma comunidade escolar. Porém,  tudo se torna possível quando família e escola se entendem e se unem para enfrentarem estes desafios juntas. Lembro do tema da minha dissertação do mestrado, ainda em 2015 que foi sobre "A relação entre Família e Escola ". E quantos desafios existentes nesta relação,  mesmo tendo por base as teorias que sustentam e amparam , dando suporte a toda esta demanda.  Porém,  em tempos de inteligência artificial,  tecnologia avançada e Neurociencia,  o olhar afetuoso, o abraço apertado, a mão estendida para  aquele que necessita e está ao nosso lado diariamente,  se tornam ferramentas essenciais e indispensáveis no dia a dia escolar. Aquele cartaz na parede, aquele giz de cera, onde os alunos e professores possam se expressar livremente deixando sua mensagem de paz para o próximo que passar ali. Aquele simples bom dia com sorriso no rosto uns para os outros. Mesmo porquê você não sabe do esforço que ele fez para chegar naquele local de estudos ou trabalho caso se trate de servidor. Você não sabe como aquele aluno viveu estas últimas horas que esteve em casa,  o que ele sentiu, quais suas demandas, quais suas emoções.  Você também não sabe quais as demandas emocionais daquele professor,  do porteiro,  da secretária.  Sabe, vivi longos anos dando assistência psicológica a várias escolas. Procurando e buscando por melhores condições para desenvolver o meu trabalho. Senti de perto as carências destes lugares e pessoas. Somadas as tantas faltas, de material físico e emocional. E são centenas de vidas buscando um futuro melhor, e estamos falando aqui, de alunos e profissionais.  Todos buscando dias melhores. Portanto,  da próxima vez que você encontrar um aluno, um servidor de escolas municipais,  deseje o seu melhor. Entregue o seu melhor. Porque ali estão pessoas, acreditando no futuro e acreditando que é possível construir dias melhores. Aos alunos, respeito e empatia. Aos profissionais,  idem. É preciso se construir uma relação forte e acolhedora entre família e escola. Mas é preciso alargar também estes horizontes e passar sobretudo pelo caminho da solidariedade,  compreensão, respeito e colaboração.  E isso vai além de quadro , um cartaz e giz de cera. Vai além também,  de uma sala de aula e carteiras,  livros e cadernos. É sobre o humano, é sobre valores, emoções e sentimentos.  É sobre reconhecimento deste humano existente em cada um. Passamos por momentos extremamente difíceis em 2020 até 2022 com a pandemia. E com isso, as demandas se agravaram consideravelmente dentro das escolas. E aqui estamos falando de demandas emocionais. Como uma escola pode ter uma relação saudável com as famílias se todos estão adoecido? Como sustentar uma relação respeitosa se todos estão com suas demandas carentes e não correspondidas? É tempo de pausar um.pouco para respirar. Que o início deste ano seja revigorado . Que o emocional das pessoas sejam respeitadas e principalmente as crianças possam ser assistidas em suas singulares necessidades de cada uma individualmente.  Que o ambiente escolar possa ser além de cadernos e livros, um.porto seguro de escuta e acolhimento.  Quando os olhares forem voltados para o humano com suas necessidades reais, a relação família e escola vai acontecer da melhor forma possível.  Quando a teoria e a prática conseguirem andar de mãos dadas, o resultado chegará.  Quando profissionais com toda sua expertise, conseguirem unir as forças para juntos atenderem as demandas da escola, tendo também suas próprias demandas atendidas e compreendidas, tudo poderá melhorar. Desejo que as escolas possam se preparar para receber seus alunos com suas realidades, suas dores e angústias. Que possam se preparar para receber as famílias com suas mais diversas necessidades.  E que possam também,  serem acolhidos e respeitas em suas próprias demandas. Assim, a relação família e escola poderá acontecer da forma mais saudável possível.  

Família E Escola

Uma relação que precisa ser construída

Em início de ano letivo, é comum as escolas irem em busca de novas inspirações e produzirem outros projetos que atendam as necessidades dos alunos. Pensando nisso, e com base em experiências de longos anos como psicóloga educacional, onde trabalhei até a aposentadoria no município de Campina Grande, observei a urgência de um trabalho voltado para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais,  onde valores como respeito e empatia possam ser aprofundados através de práticas e exercícios diários.  É comum encontrarmos estudos voltados para estas questões,  porém a prática se torna muito mais difícil,  diante inúmeros desafios diários vivenciados por toda uma comunidade escolar. Porém,  tudo se torna possível quando família e escola se entendem e se unem para enfrentarem estes desafios juntas. Lembro do tema da minha dissertação do mestrado, ainda em 2015 que foi sobre "A relação entre Família e Escola ". E quantos desafios existentes nesta relação,  mesmo tendo por base as teorias que sustentam e amparam , dando suporte a toda esta demanda.  Porém,  em tempos de inteligência artificial,  tecnologia avançada e Neurociencia,  o olhar afetuoso, o abraço apertado, a mão estendida para  aquele que necessita e está ao nosso lado diariamente,  se tornam ferramentas essenciais e indispensáveis no dia a dia escolar. Aquele cartaz na parede, aquele giz de cera, onde os alunos e professores possam se expressar livremente deixando sua mensagem de paz para o próximo que passar ali. Aquele simples bom dia com sorriso no rosto uns para os outros. Mesmo porquê você não sabe do esforço que ele fez para chegar naquele local de estudos ou trabalho caso se trate de servidor. Você não sabe como aquele aluno viveu estas últimas horas que esteve em casa,  o que ele sentiu, quais suas demandas, quais suas emoções.  Você também não sabe quais as demandas emocionais daquele professor,  do porteiro,  da secretária.  Sabe, vivi longos anos dando assistência psicológica a várias escolas. Procurando e buscando por melhores condições para desenvolver o meu trabalho. Senti de perto as carências destes lugares e pessoas. Somadas as tantas faltas, de material físico e emocional. E são centenas de vidas buscando um futuro melhor, e estamos falando aqui, de alunos e profissionais.  Todos buscando dias melhores. Portanto,  da próxima vez que você encontrar um aluno, um servidor de escolas municipais,  deseje o seu melhor. Entregue o seu melhor. Porque ali estão pessoas, acreditando no futuro e acreditando que é possível construir dias melhores. Aos alunos, respeito e empatia. Aos profissionais,  idem. É preciso se construir uma relação forte e acolhedora entre família e escola. Mas é preciso alargar também estes horizontes e passar sobretudo pelo caminho da solidariedade,  compreensão, respeito e colaboração.  E isso vai além de quadro , um cartaz e giz de cera. Vai além também,  de uma sala de aula e carteiras,  livros e cadernos. É sobre o humano, é sobre valores, emoções e sentimentos.  É sobre reconhecimento deste humano existente em cada um. Passamos por momentos extremamente difíceis em 2020 até 2022 com a pandemia. E com isso, as demandas se agravaram consideravelmente dentro das escolas. E aqui estamos falando de demandas emocionais. Como uma escola pode ter uma relação saudável com as famílias se todos estão adoecido? Como sustentar uma relação respeitosa se todos estão com suas demandas carentes e não correspondidas? É tempo de pausar um.pouco para respirar. Que o início deste ano seja revigorado . Que o emocional das pessoas sejam respeitadas e principalmente as crianças possam ser assistidas em suas singulares necessidades de cada uma individualmente.  Que o ambiente escolar possa ser além de cadernos e livros, um.porto seguro de escuta e acolhimento.  Quando os olhares forem voltados para o humano com suas necessidades reais, a relação família e escola vai acontecer da melhor forma possível.  Quando a teoria e a prática conseguirem andar de mãos dadas, o resultado chegará.  Quando profissionais com toda sua expertise, conseguirem unir as forças para juntos atenderem as demandas da escola, tendo também suas próprias demandas atendidas e compreendidas, tudo poderá melhorar. Desejo que as escolas possam se preparar para receber seus alunos com suas realidades, suas dores e angústias. Que possam se preparar para receber as famílias com suas mais diversas necessidades.  E que possam também,  serem acolhidos e respeitas em suas próprias demandas. Assim, a relação família e escola poderá acontecer da forma mais saudável possível.