Mércia Psicóloga

Website de divulgação e interação

Os Vínculos Familiares

Figuras Parentais.

É certo que sabemos da complexidade em que se estruturam os vínculos. E ainda mais, quando nos referimos aos vínculos familiares. Sendo assim, não poderíamos deixar de partir dos conceitos básicos da psicanálise introduzidos por Freud, nos quais o inconsciente termina sendo a estrutura dos vículos familiares. Quando Freud fala que o homem não é senhor da sua própria morada, ele se refere as questões do inconsciente, onde a maior parte de nossas ações vêm de conteúdos inconscientes realmente. Desta forma, os cuidados com a saúde mental têm sido bastante reconhecida e valorizada nos últimos tempos e nunca houve tanta necessidade do ser humano se reiventar e também ressignificar sua história de vida. Até pouquissímo tempo atrás e porque não dizer até os dias de hoje, muitas familias ainda repetem padrões comportamentais disfuncionais. São  avós, tios, tias de gerações passadas que não conheciam as ferramentas para educação das crianças e que insistem em repeti-las por falta de conhecimento ou resistência mesmo. São pais, da geração atual que também sem os devidos conhecimentos das informações e teorias de forma profunda, se contentam com conteúdos rasos, deturpando muitas vezes o real sentido da Educação Positiva Encorajadora. De toda forma, de acordo com a psicanálise, o vínculo é uma relação entre duas ou mais pessoas em que ocorre sempre uma experiência emocional. Podemos dizer que o vínculo é uma estrutura dinâmicae em contínuo movimento. Agora, você pode imaginar, uma pessoa com toda sua subjetividade humana, se vincular a uma e mais outras pessoas através do vínculo, principalmente em relação ao quesito família. Nesta hora, precisamos ter consciência de que se vincular a outra pessoa, não é uma questão apenas de gostar, se apaixonar ou amar esta outra pessoa, mas também uma questão de responsabilidade afetiva, autoconhecimento e muito estudo. Desta forma a Educação Positiva Encorajadora, vem alertar aos pais, sobre a necessidade de se aprofundar no conhecimento em relação a isso e principalmente em relação a saúde emocional de cada menbro da família. A validação das emoções e sentimentos de todos da família, não só dos filhos, mas essencialmente dos pais e dos filhos, onde estes últimos, necessitam aprender a desenvolver a empatia, o respeito ou seja as habilidades necessárias para uma convivência saudável seja na família ou no meio social.O pai ou a mãe que ensina o filho a exercitar a autorregulação de suas emoções, etão ajudando os filhos a serem responsáveis por seus comportamentos e atitudes também. Uma coisa é uma mãe abraçar um filho ajudando-o a regular suas emoções quando este tem dois anos de idade e outra coisa é esta mãe abraçar o filho quando apresenta um comportamento equivocado ou agressivo quando tem já dez anos de idade por exemplo. Ambas as situações têm algo em comum que é o comportamento da criança e sua dificuldade em autorregular suas emoções, porém o que difere aí é a idade da criança, a fase de desenvolvimento dela e o nível de desenvolvimento inclusive cerebral. Portanto, os pais precisam ter discernimento de qual fase de desenvolvimento de sua criança ou adolescete, para que possam ajuda-los a desenvolverem as habilidades necessárias para um desenvolvimento saudável e se tornarem adultos mais conscientes e reponsáveis de suas escolhas e atitues. Um forte abraço.